Como escolher um notebook para estudar e trabalhar: o que olhar antes de compra

Escolher um notebook hoje parece simples, afinal aparecem mil modelos, vários selos “gamer”, marcas famosas e promoções tentadoras. No entanto, se você estuda e trabalha, escolher errado pode significar não só travações no meio da aula, como também vídeo travando na call e ainda arquivos demorando uma eternidade pra abrir.
Por isso, neste guia vamos mostrar o que realmente importa analisar antes da compra:
- diferença entre notebook de entrada e intermediário,
- processador,
- quantidade de RAM ideal em 2025,
- SSD x HD,
- tamanho de tela,
- bateria e peso,
- e os erros mais comuns na hora de escolher.
1. Notebook de entrada x notebook intermediário: qual a diferença?

Imagem de pvproductions no Freepik
De forma geral, quando falamos de notebooks para estudo e trabalho, podemos, portanto, separá-los em dois grupos principais:
Notebook de entrada
É o modelo mais básico, voltado para tarefas leves:
- Navegar na internet
- Usar Word, Excel, PowerPoint
- Assistir aulas online
- E-mails e documentos simples
Características comuns:
- Processador básico (linhas como Intel i3, Ryzen 3, ou equivalentes mais simples)
- 8 GB de RAM (às vezes 4 GB, que já não é ideal)
- SSD menor (256 GB ou até menos)
- Construção simples, geralmente em plástico
Para quem serve?
Esse tipo de notebook é indicado, sobretudo, para estudantes que realizam apenas atividades leves — como trabalhos do ensino médio e da graduação, sem softwares pesados — e, além disso, para quem só precisa do computador para tarefas básicas do dia a dia.
Notebook intermediário
Já o notebook intermediário entrega mais fôlego, ideal para quem estuda e também trabalha:
- Muitas abas abertas no navegador
- Ferramentas online, videoconferência e multitarefa
- Edição de PDFs, planilhas maiores
- Eventual uso de programas um pouco mais pesados
Características comuns:
- Processador mais forte (Intel i5 / i7 de gerações recentes, Ryzen 5 / Ryzen 7)
- 16 GB de RAM ou possibilidade de expansão
- SSD maior (a partir de 512 GB)
- Construção um pouco mais robusta, às vezes metal ou melhor acabamento
Para quem serve?
Além dos estudantes universitários e de pós-graduação, também se beneficiam desse tipo de notebook aqueles que fazem home office, estão em estágio e, ainda, precisam conciliar estudos com trabalho remoto.
2. Processador: o “cérebro” do notebook

Você não precisa virar especialista em hardware, mas é importante ter noção da linha do processador antes de escolher um notebook.
Linhas mais comuns
- Intel: Celeron / Pentium (muito básicos, evitar se possível), i3, i5, i7
- AMD: Athlon (bem básico), Ryzen 3, Ryzen 5, Ryzen 7
Em 2025, para estudar e trabalhar com tranquilidade, você pode pensar assim:
- Uso bem básico: Intel i3 ou Ryzen 3 (de gerações recentes)
- Uso misto estudo + trabalho: Intel i5 ou Ryzen 5
- Multitarefa pesada / vários programas ao mesmo tempo: Intel i7 ou Ryzen 7
Além disso, é interessante olhar a geração (por exemplo, 11ª, 12ª, 13ª geração da Intel) ou a série dos Ryzen (3000, 5000, 7000…). Quanto mais recente, melhor eficiência e desempenho.
3. RAM mínima ideal em 2025

A RAM é a responsável por manter aplicativos abertos ao mesmo tempo sem travar e, além disso, garante que o sistema responda com rapidez. Por isso, em um cenário com aulas online, videoconferências e mil abas do navegador abertas, ela se torna ainda mais crítica para o bom desempenho do notebook.
Em 2025, podemos resumir assim:
- 4 GB de RAM:
- Muito pouco para o dia a dia.
- Serve apenas para uso extremamente básico.
- Não recomendado para quem estuda e trabalha.
- 8 GB de RAM:
- Mínimo aceitável hoje.
- Dá para estudar, trabalhar com apps office, navegar e fazer videochamada.
- Mas pode começar a ficar apertado com muitas abas + programas pesados.
- 16 GB de RAM:
- Ideal para estudo + trabalho.
- Multitarefa fluida, várias abas abertas, softwares um pouco mais pesados.
- Ótimo custo-benefício no médio prazo.
Se possível, priorize notebooks com 8 GB de RAM com opção de upgrade ou já com 16 GB instalados, principalmente se você faz muitas coisas ao mesmo tempo.
4. SSD x HD: onde seus arquivos “moram”

Esse é um dos pontos que mais faz diferença na prática.
HD (disco rígido tradicional)
- Mais antigo, com partes mecânicas
- Mais lento para ligar o sistema e abrir programas
- Maior chance de falhas se levar impactos
SSD (unidade de estado sólido)
- Muito mais rápido
- Sistema liga em poucos segundos
- Programas abrem mais rápido
- Mais resistente a quedas leves
Para estudo e trabalho, priorize notebooks com SSD.
Uma boa base em 2025:
- 256 GB SSD: mínimo para quem só usa arquivos de texto, planos e alguns programas.
- 512 GB SSD: ideal para guardar mais documentos, PDFs, fotos, alguns vídeos e programas.
Se encontrar um modelo com HD + SSD, o ideal é usar o SSD para o sistema e programas e o HD apenas como “depósito” de arquivos.
5. Tela: tamanho, conforto e mobilidade

A tela influencia diretamente seus olhos, postura e mobilidade.
Tamanhos mais comuns
- 13–14 polegadas:
- Mais compacto e leve
- Melhor para quem carrega na mochila todo dia
- Ideal para quem estuda fora de casa, vai para faculdade ou coworking
- 15,6 polegadas:
- Tela maior, mais confortável pra ficar horas lendo PDFs e revisando textos
- Notebook mais pesado e grande
- Melhor para quem fica mais tempo em casa ou em um local fixo
Resolução e tipo de painel
Sempre que possível, procure:
- Resolução Full HD (1920×1080) – imagem mais nítida e confortável
- Tela com painel IPS – melhor ângulo de visão e cores mais bonitas
Se você passa horas estudando, então uma tela de melhor qualidade pode, por isso, reduzir significativamente o cansaço visual.
6. Bateria e peso: para quem vive na correria

Se você faz faculdade, curso técnico ou trabalha fora, então, além de olhar apenas o desempenho do notebook, também precisa considerar que a bateria e o peso são fatores fundamentais na sua escolha.
Bateria
Veja a estimativa do fabricante em horas, mas lembre que na prática costuma ser um pouco menor. Para estudo/trabalho:
- Até 4 horas: fraco para quem passa o dia fora
- Entre 5 e 7 horas: razoável
- Acima de 8 horas: ótimo para aula + trabalho sem precisar ficar caçando tomada
Peso
Levar um notebook pesado todo dia é receita de dor nas costas. Em geral:
- Até 1,5 kg: ótimo para mobilidade
- Entre 1,6 kg e 1,9 kg: aceitável
- Acima de 2 kg: pode incomodar no dia a dia
Se sua rotina envolve ônibus, metrô, caminhada e sala de aula, vale priorizar modelos mais leves.
7. Erros comuns ao comprar um notebook (e como evitar)
Agora que você já viu os principais pontos técnicos, é importante evitar algumas armadilhas comuns:
7.1 Comprar só porque é “gamer”
Muita gente acha que “notebook gamer é sempre melhor”. Nem sempre.
- Eles costumam ser mais pesados, com baterias que duram menos.
- Muitas vezes, o que encarece é a placa de vídeo dedicada, que você talvez nem vá usar para estudo e trabalho.
Se você não joga ou não usa softwares gráficos pesados (edição de vídeo, 3D, etc.), pode ser um gasto desnecessário.
7.2 Escolher só pela aparência
Outro erro é escolher o notebook apenas porque é “bonito”:
- Cor diferente
- Teclado colorido
- Design chamativo
Claro, estética importa, principalmente se você gosta de algo mais moderno. Porém, não vale sacrificar RAM, processador e SSD só por uma carcaça bonita.
7.3 Comprar só pela marca
Marcas conhecidas passam confiança, mas:
- Toda marca tem linha boa e linha ruim.
- Às vezes, um modelo menos famoso entrega mais recursos pelo mesmo preço.
O ideal é sempre comparar configuração x preço, não apenas o logotipo.
Conclusão: Como escolher um notebook
Antes de fechar sua compra, passe por este checklist:
- Uso principal: apenas estudo básico ou estudo e trabalho mais pesado?
- Processador: pelo menos um i3/Ryzen 3 (básico) ou i5/Ryzen 5 (uso misto).
- RAM: mínimo 8 GB em 2025, idealmente 16 GB ou opção de upgrade.
- Armazenamento: dar preferência para SSD (256 GB ou mais).
- Tela: tamanho adequado para sua rotina (14″ para mobilidade, 15,6″ para conforto).
- Bateria e peso: ver quantas horas aguenta e se você consegue carregar sem sofrer.
- Erros comuns: não comprar só porque é gamer, bonito ou de marca famosa.
Assim, você evita arrependimentos e escolhe um notebook que realmente acompanha sua rotina de aulas, trabalhos, reuniões e projetos.


Me ajudou a esclarecer algumas dúvidas referente a esse tema dificil! rsrs obrigado!